

fakeplastictreesÁs onze da noite arrumou a mala. As teias (na mala) não o impediram de saborear a beleza que lhe permitia, nos seus tempos mais joviais, ostentar orgulho em viajar. Era verde, e da vida tinha as histórias. As contadas e as que ainda não foram inventadas.fakeplastictrees
Desceu as escadas do apartamento, com a pressa de quem já não tem paciência para calma. Nada de muito ostensivo: apenas o pensamento de que o não se estar a correr atrás de algo não é motivo para comedir o passo porque, no fundo, estamos sempre a fugir de qualquer coisa. Então, desceu as escadas a correr, pelo sim ou pelo n


prefacioNunca tive jeito para contar histórias. E nas tardes de chuva, quando me pedias que desenterrasse da imaginação uma dessas intrujices caiadas de cor-de-rosa, respondia sempre com o mesmo agora não. É que de cor-de-rosa está o mundo fingido.prefacio
Resignada, saías espalhafatosamente porta fora. E continuavas ao meu lado. Sabia bem que a única maneira de te trazer de volta a mim, era sair na direcção oposta ou, narrar um desses contos. Não querendo dramatizar, e estando com pouca paciência para meticulosas artimanhas de persuasão românticas, lá te imp


assimassimNão vale a pena pôr o sol na noite, se de escuridão a noite é feita, e de escuro a conhecemos.assimassim
Vou fumar-te de uma vez e deixar-te ir durante cem anos. Quando de ti já nem fumo houver, não sei. Não saber é bom! Não há sonhos que não sejam feitos de sim, nem pesadelos não feitos de não. Na noite, não há (só) sonhos nem (só) pesadelos. Então não vale a pena pôr o sol na noite, se de escuro a conhecemos e de escuridão a noite é feita.


iwillcherishyoumyloveQue quando não cessar o pranto nesse peito arranhado, não haverá quem te veja o âmago. E se de alegria é feita a cor da vida, pinta um arco-íris e cega os que insistem em não te ver. Vem e descarrega os ombros. Mostra-me as areias. Hoje sou eu, que em beijos trago os ventos do norte.iwillcherishyoumylove


.sonhoEle tinha-a prisioneira e não era num castelo (ela podia ser princesa, o sangue era sempre real, espalhado na parede) . Tentativas de o ludibriar enquanto a rua era permitida, com a aparente liberdade tão mentirosa. Mente com necessidades, foge precipitada. Sabendo que a rua é demasiado recta para dar abrigo e as mãos alcançam-na de novo, com o peso do fim longínquo dos dias nos ombros magros..sonho
Os olhos são gélidos, a boca pequena, o nariz longo e o cabelo loiro, e toda uma insistência em não permitir a fuga, em arrastá-la até ao apartamento feio e fechá-la de novo na inco


.manifestoChoremos por tudo o que nos é impossível. Por todas as falhas contínuas e irreversíveis , que vão sempre acontecer, que estão sempre ao fundo da ruae nas janelas, que não se escondem em esquinas. Choremos pelo amor que não devemos sentir mas não podemos afastar de tanto nos crescer na pele antes de nos apercebermos. De tão bonito que é que nos vicia, que planeia as nossas palavras e a felicidade de nos darem uma frincha de tempo e uma sombra de amor. Molhemos os olhos transfigurados , roubados, pelo amor que não temos e que nos sorriria enquanto a mão borda o p.manifesto
também gostas de the age of rockets?
*vou espreitar a tua galeria!
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«Who are you? What do you dream of?»
- We are like grass.
conheces Cloud Cult? talvez não tenha nada a ver... a mim soa-me parecido. bem, lembrei-me
e obrigado pela visita *
de nada,oras!
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«Who are you? What do you dream of?»
- We are like grass.
e presumo que sejas o fernando, certo??
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"O que a arte espelha realmente é o espectador e não a vida." - Oscar Wilde
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Walk on the wild side.
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Sweetheart, you can't buy the necessities of life with cookies
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however far away, i will always love you.
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Walk on the wild side.
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